Páginas

5.11.14


Alice está nua na rua mas nao pestaneja um pensamento que seja, vomita tristezas e despista as alegrias. O que é que interessam as alegrias, somos todos tão tristes. E velhos. E tristes. Somos todos tão feios e tristes. E velhos.
 Não somos mais que ridículas aberrações construídas de matérias plastificadas de asfalto e de doces. Nunca seremos felizes, nunca teremos filhos perfeitos nem nunca gostaremos de viver porque se gostássemos, atirávamo-nos diretamente da ponte sobre o tejo, que nos inveja e que nos destrói, seremos eternamente ridículos e mortais, seremos eternamente mortais.
 não move um único músculo do corpo, imóvel e erecta, no meio da rua morre por dentro, enquanto todas as outras pessoas compram inutilidades desnecessárias que servem que tem como único objectivo alimentar o ego que já está tão saturado que nem sente dor ou prazer. Estamos desnutridos de pensamento, e isso pesa-nos tanto que nem conseguimos andar de tão pesados que somos. Se pudessemos tínhamos nascidos todos da mesma mãe para não gastar tantos ventres.

No comments: