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28.3.14

 As piores memórias são as passadas, não só porque te pesam mas porque não sabes as futuras.
Contudo, estão sempre lá, para te aniquilar como um silencioso sniper bem no centro de ti.
Sempre como a última viagem da noite. A mais lenta. A pior. Eu gostei de ti, mas gostava mais se nunca tivesses sido pensado, se nunca ninguém tivesse dias a pensar num nome para te dar, ou então preferia que não tivesses ocupado espaço na barriga de alguma mulher, porque esse espaço tornaria outro alguém mais quente.
  O que faço com as Ruínas? 
  Não lhes tocarei até desaparecerem pelo seu próprio pé. 
  Há um muro de Berlim em mim que cairá vezes sem fim.
  

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