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20.10.12



Um trompete no andar de cima
um baixo no andar de baixo
uma festa no andar do lado
Que te interrompe o amor-cigarro
e a janela está meia aberta
e entra o frio que te mata os pés
que te deixa as mãos vermelhas
que não te deixa beber nas Sés.

Na Serra é sempre a subir
ou se quiseres é sempre a descer
Eu não sei de onde  isto vem
mas é assim que quero escrever

O trompete no andar de cima
que se mistura com a festa ao lado
Eu queria ouvir só um
Por favor não roles o dado.

Vão dormir, gritantes da rua
Ouçam as luzes frias do tempo
Um prédio ainda é uma casa
Na Serra de um Contratempo



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