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10.8.12

Hombre


I
 II

Entreti-me a pensar na estática mutação e a mutação aconteceu. No seu bolso tinha um frasco transparente, tinha uma mosca entre as paredes de vidro, morta claro, o hombre não é nenhum psicopata que mata para ver a vida. Ele ainda não tem duvidas só tem dividas, e está cansado, tão cansado e eles bem lhe disseram “tem cuidado a escolher”, a questão é que na realidade não se trata de uma escolha mas sim do destino alheio. Uma viagem! Sim! Uma viagem! É isso que ele precisa, uma viagem pelo mundo, para ver o que ganhou, se estão todos de saúde, falo dos continentes não dos destinos alheios obviamente. É mais fácil tomar conta de algo que não toma decisões, por exemplo os gatos e os cães não tomam grandes decisões, eles não perdem empregos nem esperam meses para encontrar o vestido certo para o casamento, eles só tem bebés e alimentam-nos, é esse o limite, tomar conta do que é deles, é isso que ele quer fazer também tomar conta do que é dele. O mundo agora é o seu cão mas está na hora de sair e correr umas boas horas.
 Estou com vontade de falar em nome dele, e estou a tentar não fazê-lo. Mas não tem mal nenhum pois não? Vou avançar.
Estou cansado, tão cansado.
Vou andar por aí
a ver se encontro uma Amélie
que possa governar por mim.

Bolas! Não foi no amor que acertei,
esse era o do lado.
Já não quero uma Amélie,
Mas é melhor assim
Talvez isto seja o fim.

Eu não posso ter o cão sozinho
Mentiras aqui
Guerras ali
Talvez seja assim
E eu não tenho Amélie.
O Hombre deu uma volta completa ao globo terrestre, passou o frio e os tormentos, o calor e um quase-amor, foi em Paris e ela estava a morrer, estava em coma e ele apaixonou-se, mas como ela não acordou pensou melhor e afastou-se, voltou para casa e pensou. Pensou, pensou, pensou. Pensou durante 7 dias e umas quantas horas e lembrou-se que no meio da cidade havia um escritório de advogados.
“Vou vender o Mundo!” GRITOU. O seu melhor fato já saiu do armário e está direitinho lá no fundo, amanhã é um grande dia. Amanhã o Hombre vai vender a fome e as guerras, as praias e a neve. Vai vender o vento e a Humanidade, essa a preço de saldo, porque é a única forma de não a ter como sobra. Amanhã vai vender tudo, menos o amor. Isso talvez acerte da próxima vez



1 comment:

jess said...

epá, que blog genial. adoro tudo o que escreves