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6.6.12

É isto que te vai matar. Não a morte. Não o vinho. Não o espaço, não espinho
Não as rugas mais profundas. Nem as merdas em que te afundas
Queres sempre, para sempre. Ser mais feliz do que isto
Mas o sempre é uma volta. Para qual nem todos têm Visto
Já é difícil entrar em casa. Num colchão onde todos dormem
Eu já não sei que vinho é teu. Eu já não sei o que é um homem
Podes até ser demasiado feliz. Mas ainda ontem te disseram
Vê bem o que eu te fiz. Vê bem o que te fizeram.

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