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30.5.12

Óscar

Fumas um pall mall
E estás pronto para ir
Num dia em que a tua sorte
é tudo menos sentir.
Há o caos na porta da rua
e Eles dizem para eu viver
Mas a rua que nem é tua
não deixa os sonhos crescer
Eles dizem para eu sair
mas se eu sair
não posso dizer
Que as putas colam e ti
Desde sempre
até ao nascer.

Os meus cigarros não acabam
Nascem muitos dias de novo
Aparecem como sementes
para criar de novo o povo.
Aparecem sempre na mesma
como o remoinho no meu cabelo
No lado direito da testa
Não há como esquecê-lo, e sabê-lo.
E eles dizem tem de ser
não podes continuar assim
não pode ser o caralho
Ele tira tudo de mim.
Óscar, amor, vem-te para mim
Não és lá muito bonito
E eu nem gosto de ti.
Não sou do teu silêncio
Nem gosto do teu sabor
O tamanho até que importa
Se não for um tamanho de amor.



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