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30.4.12

Um amor de príncipios.


Se o amor fosse um baixo, não seria tão bom, seria mais fraco, feio, seria mais baixo que um baixo já bastante baixo.
O amor não tem uma voz grave, tem uma mais aguda, imagino-o como uma puta lamechas com vontade de contar o que sabe sobre a guerra no Líbano. 
Logo a seguir confessa que já não é uma puta mas sim uma mulher com casa sem cantos e sem filhos também, porque afinal de contas ela é de raça cordial.
Confesso que é do meu agrado falar do amor de forma delicada e bonita. Desculpa Amor. 
Não chega dizer que se fosses uma mulher terias uma voz aguda? Talvez ao invés disso o tempo escasseasse para cuidares de filhos, se fosses uma mulher estarias sempre ocupada a tratar dos assuntos dos outros. 
Estranho todos escreverem sobre ti, mais estranho é ninguém escrever para ti. Poderias perfeitamente ter um corpo, com mamas e um rabo jeitoso. Eu acho que se tivesses um corpo terias umas mãos compridas e bonitas como as dos pianistas, e terias um joelhos disformes, porque terias de andar sempre a tratar de coisas dos outros, o que não te deixaria tempo para descansar muito menos sentar, por isso sim os teus joelhos seriam disformes. Mas a tua boca… ai a tua boca. 
Gostava que fosses um homem, mas eu sei que se tivesses um corpo serias uma mulher. As mulheres não perdoam mas são fracas, são tão fracas. Tu serias uma mulher, o teu mel daria para todos e sei que alguns ainda lamberiam o frasco e tu…
Tu nem sequer te importarias com isso, porque os teus joelhos seriam fracos e não poderias correr.


1 comment:

Luís Freitas said...

"Estranho todos escreverem sobre ti, mais estranho é ninguém escrever para ti. Poderias perfeitamente ter um corpo, com mamas e um rabo jeitoso."

Pequeno génio, sem cera ;)