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23.3.12

Isto não é um concerto de panque roque
Isto não é um digestivo qualquer, estava na Rússia e perguntei pelo Sol
Ninguém me soube responder, pensei que se não encontrasse ninguém na rua ao menos tinha um mapa e um casaco, mas o casaco era de verão e o sol nem apareceu.
O mapa da cidade era mais pequeno que o mapa do hotel e já que sou a forma antiga de mim, então tu andas e esperas pela forma infinita de ti.
Infinita de quem? perguntei eu ao génio, não quero saber, mas há uma coisa que sei. Tens uma paralela vontade de ser a forma antiga de ti numa forma molhada de mim.
É sempre o mesmo, sempre assim.

2 comments:

Luís Freitas said...

Pessoas não mudam, embora todos acreditem que sim. Quando fazemos algo inesperado, há sempre alguém que grita, "estás diferente" e tudo o que devíamos fazer era gritar, "não,estou cada vez mais transparente", mas ficamos só ali a negar esse facto, enquanto a dor dessas palavras nos corrói.
Nós seremos sempre a forma antiga de nós, o problema é que não nos conhecemos a nós próprios, existem cantos que nunca foram explorados, então quando lhe tiramos o pó de cima, acreditamos e acreditam que estamos diferentes, que somos uma nova forma de nós, mas não somos, somos os mesmos, agora com menos segredos.

Inês Soares said...

As pessoas acham-te diferente, mas na realidade sempre foste assim. Elas é que nunca te viram assim, é por isso que depois se acham desiludidas. Mas a culpa não é tua. A culpa é do que é superior e nao te deu ordem para usar o que está escondido.